Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é.
—Fernando Pessoa
Foi confiando nas palavras do Mestre Caeiro, que, num dia cinzento, fui visitar a grande Araucaria cunninghamii ao Jardim Botânico da Universidade de Lisboa. Afinal, uma Senhora Árvore destas não ia precisa de sol e céu azul para ficar bonita na fotografia, a candura dos primeiros dias de Outono só lhe podia ficar bem.
A discreta assimetria, os ramos mais longos do que o habitual nas Araucárias, e — maravilha das maravilhas — os tufos verdes nas extremidades dos ramos mais jovens, fazem desta Australiana com raminhos tufosos uma das mais perfeitas coquetes do mundo vegetal e das quatro estações.




Gosto da tua relação com as araucárias…que é como quem diz, da forma como escreves sobre elas.
Ao que provavelmente irás responder: “Não sabia que tinha uma relação com as araucárias!” :)
Independentemente de supostas relações, gosto da forma como as descreves e de como as fotografas.
A maior parte dos textos sobre botânica são profundamente aborrecidos, mas os teus transpiram uma poesia afectuosa à qual é difícil ficar indiferente.
De repente, dou comigo a gostar da “cunninghamii” cujo ar de coquete enfastiada sempre me tinha feito torcer o nariz.…Há sempre um dia que nos faz olhar para as árvores de uma forma diferente.
Bem… De facto a minha relação com as Araucárias é coisa recente, normalmente nem lhes ligava muito. O que é que queres? Deu-me para aqui.
Alguém sabe onde existem Agathis em Portugal?
Nada como o Árvores Monumentais de Portugal, do Ernesto Goes, para nos ajudar a encontrar resposta a perguntas como essa.
Segundo o citado livro, é possível encontrar um fabuloso exemplar de Agathis robusta na Quinta de Monserrate, junto ao palácio.
(Em 1984 possuía uma altura de 27 m e um PAP de 5,50 m.)
É esta:
http://jardimformoso.blogspot.com/2009/03/agathis-robusta.html
e logo aqui tão perto, obrigada Pedro. Vou lá brevemente.
Conheço uma outra no Buçaco.