A cidade de Viseu possui belos exemplares arbóreos distribuídos pelos seus principais espaços verdes, como a Mata do Fontelo, o Parque Aquilino Ribeiro, a Quinta da Cruz ou a Cava do Viriato. Mas a riqueza arbórea da cidade não se limita aos seus parques urbanos.
Em termos de Árvores de Interesse Público, por exemplo, com a excepção do arvoredo da Cava do Viriato, que está classificado como um todo, as demais árvores classificadas no concelho viseense encontram-se fora dos espaços referidos. E não são poucas! Viseu deverá ser dos concelhos com maior número de Árvores de Interesse Público.
Uma das maiores riquezas desta cidade são os exemplares monumentais de carvalho-alvarinho (Quercus robur L.) existentes no seu perímetro urbano e arredores. O engenheiro Ernesto Goes, na obra Árvores Monumentais de Portugal, editada em 1984, assim o fez notar, destacando vários espécimes.
Na actualidade, existem quatro carvalhos classificados no concelho viseense, para além dos espécimes incluídos na mata da Cava do Viriato.
Um desses carvalhos, retratado nas duas imagens mais à esquerda, situa-se a poucos quilómetros do centro da cidade, no lugar de Figueiró, freguesia de S. Cipriano. Trata-se de um espécime classificado desde 1964, com uma copa assinalável e um perímetro de tronco de mais de quatro metros.
É uma árvore imponente, sim, mas não se confunda esta imponência com arrogância. Discreta quanto baste, distribui a sua sombra, de forma generosa, a quem se disponha a descansar, sob os seus ramos, durante alguns minutos… Apesar das imagens não lhe fazerem justiça, e dos efeitos de um Verão seco e prolongado que lhe apagam um pouco o brilho da folhagem, estamos perante um exemplar que, apesar dos seus mais de 100 anos, deixa transparecer ainda a vitalidade de um adolescente1.
O segundo carvalho, retratado na fotografia mais à direita, é outro exemplar classificado, situado dentro do perímetro urbano de Viseu, na freguesia de Coração de Jesus, junto à saída para Coimbra.
Em 1994, segundo os dados apresentados pela Autoridade Florestal Nacional (AFN), esta árvore teria 28 m de altura e uma copa que teria um diâmetro médio de 27 m.
No entanto, contemplando a fotografia, é difícil acreditar que se trata da mesma árvore frondosa, sobretudo ao nível da copa. De facto, este carvalho apresenta diversos ramos sem qualquer folhagem, em particular no topo.
Desconheço a causa deste fenómeno, mas ele afecta notoriamente a estética da árvore e poderá indiciar algum problema fitossanitário. Dada a data das últimas medições (1994) efectuadas e o estado actual desta árvore, considero que seria urgente uma visita de técnicos da AFN ao local, para avaliar o estado deste exemplar.
1 Segundo informação constante na página da AFN esta árvore será conhecida localmente como Carvalho dos Enforcados. No entanto, não existem registos históricos que comprovem qualquer enforcamento na mesma.
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Carvalhos de Viseu
A cidade de Viseu possui belos exemplares arbóreos distribuídos pelos seus principais espaços verdes, como a Mata do Fontelo, o Parque Aquilino Ribeiro, a Quinta da Cruz ou a Cava do Viriato. Mas a riqueza arbórea da cidade não se limita aos seus parques urbanos.
Em termos de Árvores de Interesse Público, por exemplo, com a excepção do arvoredo da Cava do Viriato, que está classificado como um todo, as demais árvores classificadas no concelho viseense encontram-se fora dos espaços referidos. E não são poucas! Viseu deverá ser dos concelhos com maior número de Árvores de Interesse Público.
Uma das maiores riquezas desta cidade são os exemplares monumentais de carvalho-alvarinho (Quercus robur L.) existentes no seu perímetro urbano e arredores. O engenheiro Ernesto Goes, na obra Árvores Monumentais de Portugal, editada em 1984, assim o fez notar, destacando vários espécimes.
Na actualidade, existem quatro carvalhos classificados no concelho viseense, para além dos espécimes incluídos na mata da Cava do Viriato.
Um desses carvalhos, retratado nas duas imagens mais à esquerda, situa-se a poucos quilómetros do centro da cidade, no lugar de Figueiró, freguesia de S. Cipriano. Trata-se de um espécime classificado desde 1964, com uma copa assinalável e um perímetro de tronco de mais de quatro metros.
É uma árvore imponente, sim, mas não se confunda esta imponência com arrogância. Discreta quanto baste, distribui a sua sombra, de forma generosa, a quem se disponha a descansar, sob os seus ramos, durante alguns minutos… Apesar das imagens não lhe fazerem justiça, e dos efeitos de um Verão seco e prolongado que lhe apagam um pouco o brilho da folhagem, estamos perante um exemplar que, apesar dos seus mais de 100 anos, deixa transparecer ainda a vitalidade de um adolescente1.
O segundo carvalho, retratado na fotografia mais à direita, é outro exemplar classificado, situado dentro do perímetro urbano de Viseu, na freguesia de Coração de Jesus, junto à saída para Coimbra.
Em 1994, segundo os dados apresentados pela Autoridade Florestal Nacional (AFN), esta árvore teria 28 m de altura e uma copa que teria um diâmetro médio de 27 m.
No entanto, contemplando a fotografia, é difícil acreditar que se trata da mesma árvore frondosa, sobretudo ao nível da copa. De facto, este carvalho apresenta diversos ramos sem qualquer folhagem, em particular no topo.
Desconheço a causa deste fenómeno, mas ele afecta notoriamente a estética da árvore e poderá indiciar algum problema fitossanitário. Dada a data das últimas medições (1994) efectuadas e o estado actual desta árvore, considero que seria urgente uma visita de técnicos da AFN ao local, para avaliar o estado deste exemplar.
1 Segundo informação constante na página da AFN esta árvore será conhecida localmente como Carvalho dos Enforcados. No entanto, não existem registos históricos que comprovem qualquer enforcamento na mesma.