No blogue Sebastião, fico a saber do abate de Jacarandás adultos numa obra recente em Loulé. Nada de novo, sendo muito interessante a interrupção do sagrado descanso de Domingo, para a execução do trabalho. Já nada me admira.
Mas o que me chama a atenção é um comentário piedoso que quer que se prove com documentos que na fachada do edifício sempre existiram essas árvores. Como se as árvores não fossem elas próprias história. Como se as árvores de muitas dezenas de anos, se plantassem adultas, já velhas, de um dia para o outro. O mesmo comentador João Santos, considera que “cinco ou mais” estacas substituem uma árvore adulta. E pelo que entendi, “muito do nosso património histórico não tem a contemplação e a exaltação suficiente porque encontra-se escondido” (não por mamarrachos e outras belezas contemporâneas, mas por árvores, eventualmente da sua própria época). O nosso património, está literalmente a cair de maduro, não é credível que sua a valorização passe pelo abate de árvores adultas. Elas não chegaram lá em dez ou 20 anos. O senhor João Santos tem uma ideia errada de como nasce e se desenvolve uma árvore.
Dito isto, sou da opinião que o espaço disponível não é totalmente compatível com a espécie que lá crescia. É discutível, mas é o que me parece pelas fotografias. Nesse sentido, sim, diria que uma parte significativa das nossas árvores urbanas estão em risco. Desde o dia em que foram plantadas.
Sobreiro Árvore Nacional
Apoie o movimento "Sobreiro: Árvore Nacional de Portugal" assinando e divulgando a petição criada para o efeito. Mantenha-se atento às novidades no blogue da campanha e na página do Facebook




Meu caro José Rui; começo por agradecer a amável referência ao “sebastião” e aproveito para vou deixar o testemunho pessoal sobre aquilo que vai sucedendo nesta Cidade quanto às árvores urbanas.Talvez por existir coragem de mexer sem disso falar e antes tal não fosse feito. A verdade é que estamos perante um Executivo municipal que empreendeu um “programa secreto” de renovação/alteração do Espaço Público Urbano. Não sendo questionável a bondade de algumas das suas acções tem, usado e abusado do secretismo nas acções de abate ao invés de obter a prévia compreensão dos cidadãos.
Se, e concordando com o José Rui, os jacarandás se encontravam crescidos demais para a faixa de solo disponível, é também verdade que esses serviços os plantaram e durante anos não condicionaram o seu crescimento. Isso acontece em muitas outras áreas e com diferentes espécies, havendo casos de inadequação gritante!
Num tempo que aconselha o compromisso geral no combate aos dramas globais relacionados com o ambiente, o clima e as energias seria desejável que a Autarquia Louletana confiasse e conquistasse os cidadãos para essas causas maiores ao invés de ter condutas furtivas com as espécies arbóreas.
Muito mais teria para dizer sobre o tema, portanto, dependendo do debate, talvez aqui volte!