Não será novidade para ninguém que qualquer objectivo de preservação ambiental, nas suas mais variadas vertentes, não poderá ser alcançado por uma associação isoladamente. Já lá vai o tempo em que cada um trabalhava para o seu lado.
A Árvores de Portugal é uma associação acabada de nascer e não temos a pretensão de conseguir, sozinhos, cumprir aquilo a que nos comprometemos. Necessitaremos do apoio e partilha de experiências de outros que há mais tempo se dedicam a esta causa, disponibilizando-nos para colaborar no que pudermos. Ou seja, um incontornável trabalho de equipa, com um mesmo objectivo.
Assim, no passado Sábado, dia 7 de Novembro, a Árvores de Portugal deslocou-se a Figueira de Castelo Rodrigo para se encontrar com a Associação Transumância e Natureza (ATN).
Esta associação tinha já, em 2007, promovido o concurso Em busca da maior Árvore que permitiu identificar vários exemplares, entre eles este espectacular carvalho.
O António Monteiro, nosso anfitrião, levou-nos a visitar várias árvores notáveis do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, principalmente azinheiras e sobreiros, todas elas excelentes exemplares, potenciais candidatos a classificação. Só por isto, a viagem já teria valido a pena! Mas no roteiro estava ainda programada uma visita à Faia Brava, uma área de 600 hectares gerida pela ATN, quase toda ela propriedade desta associação.
Pelo meio de uma fabulosa paisagem junto ao Vale do Côa, fomos vendo o que uma gestão cuidada tem feito por este espaço, apesar dos revezes do incêndio de 2003 e das sucessivas secas. Pombais restaurados, um alimentador para aves necrófagas, plantio de árvores, restauro de edifícios e introdução de garranos em regime de semi-liberdade, algumas facetas de um trabalho que dura há cerca de dez anos e que irá, sem dúvida, prolongar-se por muitos mais.
No entanto, aquilo que ficará de mais valioso não serão as fotografias mas o contacto com a experiência desta ONG, aquilo que aprendemos e a amizade ali criada e que irá, no futuro, permitir o desenvolvimento de projectos em conjunto. Os quais não se farão esperar muito tempo, porque as ideias e o empenho para as concretizar não faltam, de parte a parte.
Esta vontade de trabalhar em conjunto com outras associações e instituições não se ficará por aqui, pois planeamos já outras acções e projectos, os quais beneficiarão da boa vontade e energia de muitas pessoas. E necessitaremos da colaboração de todos os que quiserem ajudar.




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