O mau tempo das últimas semanas tem causado muitos prejuízos um pouco por todo o país.
As árvores não estão a salvo das intempéries. No entanto, a questão que se me coloca é a seguinte: quantas destas árvores ou ramos cairiam sob o efeito impiedoso do vento, se não tivessem sido vítimas de contínuos e prolongados maus tratos ou simples e profundo abandono?
Nas três primeiras imagens pode ver-se o efeito mas também a causa provável da queda de duas enormes pernadas, numa árvore do Monte do Faro, em Valença – duas enormes cicatrizes que, obviamente, fragilizaram a sua estrutura e foram o ponto de quebra destes ramos.
Evidentemente, estas situações também podem ocorrer por causas meramente naturais, como se observa na última fotografia, obtida a cerca de 50 metros do sobreiro de Taião. Felizmente, este último resistiu bem aos mesmos ventos e aguarda a concordância dos seus proprietários para que se prossiga com o processo de classificação.
Foi também o mau tempo que, em 2005, abateu uma grande tília na freguesia da Silva, neste mesmo concelho. Indo de encontro à vontade da população, a Câmara Municipal plantou no mesmo local um sobreiro jovem. Houvesse mais iniciativas destas e estaria o nosso património um pouco melhor. Esperemos que, apesar do espaço um pouco exíguo onde se encontra, daqui a cem anos possa ainda estender livremente a sua copa os habitantes e não tenha sucumbido ao efeito dos temporais, potenciado pelos maus tratos de que tantas vezes as árvores ornamentais são vítimas indefesas.
Apoie o movimento "Sobreiro: Árvore Nacional de Portugal" assinando e divulgando a petição criada para o efeito. Mantenha-se atento às novidades no blogue da campanha e na página do Facebook
Sócios
Resolvida a burocracia natural de uma pequena associação, já podemos aceitar associados.
Invista parte do seu tempo na descoberta e defesa do património arbóreo do nosso país. Partilhe o seu amor pelas árvores, inscreva-se como sócio da Árvores de Portugal. Preencha o formulário de adesão.
Registo de Árvores
Estamos a trabalhar activamente no site para o Registo Nacional de Árvores Notáveis, que ficará alojado no endereço arvores.org (ainda não disponível).
Precisamos da ajuda de todos para conhecer e dar a conhecer as árvores notáveis do nosso país. Não se pode proteger aquilo que não se conhece.
Facebook
Estamos no Facebook com uma página onde, depois de "gostarem de nós", podem publicar fotografias ou vídeos das vossas árvores preferidas, ou simplesmente escrever no nosso mural. Passem por lá e participem.
As Árvores Também Sofrem Com o Mau Tempo… e Não Só
O mau tempo das últimas semanas tem causado muitos prejuízos um pouco por todo o país.
As árvores não estão a salvo das intempéries. No entanto, a questão que se me coloca é a seguinte: quantas destas árvores ou ramos cairiam sob o efeito impiedoso do vento, se não tivessem sido vítimas de contínuos e prolongados maus tratos ou simples e profundo abandono?
Nas três primeiras imagens pode ver-se o efeito mas também a causa provável da queda de duas enormes pernadas, numa árvore do Monte do Faro, em Valença – duas enormes cicatrizes que, obviamente, fragilizaram a sua estrutura e foram o ponto de quebra destes ramos.
Evidentemente, estas situações também podem ocorrer por causas meramente naturais, como se observa na última fotografia, obtida a cerca de 50 metros do sobreiro de Taião. Felizmente, este último resistiu bem aos mesmos ventos e aguarda a concordância dos seus proprietários para que se prossiga com o processo de classificação.
Foi também o mau tempo que, em 2005, abateu uma grande tília na freguesia da Silva, neste mesmo concelho. Indo de encontro à vontade da população, a Câmara Municipal plantou no mesmo local um sobreiro jovem. Houvesse mais iniciativas destas e estaria o nosso património um pouco melhor. Esperemos que, apesar do espaço um pouco exíguo onde se encontra, daqui a cem anos possa ainda estender livremente a sua copa os habitantes e não tenha sucumbido ao efeito dos temporais, potenciado pelos maus tratos de que tantas vezes as árvores ornamentais são vítimas indefesas.