As Árvores Também Sofrem Com o Mau Tempo… e Não Só

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O mau tempo das últi­mas sema­nas tem cau­sado mui­tos pre­juí­zos um pouco por todo o país.

As árvo­res não estão a salvo das intem­pé­ries. No entanto, a ques­tão que se me coloca é a seguinte: quan­tas des­tas árvo­res ou ramos cai­riam sob o efeito impi­e­doso do vento, se não tives­sem sido víti­mas de con­tí­nuos e pro­lon­ga­dos maus tra­tos ou sim­ples e pro­fundo abandono?

Nas três pri­mei­ras ima­gens pode ver-se o efeito mas tam­bém a causa pro­vá­vel da queda de duas enor­mes per­na­das, numa árvore do Monte do Faro, em Valença — duas enor­mes cica­tri­zes que, obvi­a­mente, fra­gi­li­za­ram a sua estru­tura e foram o ponto de que­bra des­tes ramos.

Evi­den­te­mente, estas situ­a­ções tam­bém podem ocor­rer por cau­sas mera­mente natu­rais, como se observa na última foto­gra­fia, obtida a cerca de 50 metros do sobreiro de Taião. Feliz­mente, este último resis­tiu bem aos mes­mos ven­tos e aguarda a con­cor­dân­cia dos seus pro­pri­e­tá­rios para que se pros­siga com o pro­cesso de classificação.

Foi tam­bém o mau tempo que, em 2005, aba­teu uma grande tília na fre­gue­sia da Silva, neste mesmo con­ce­lho. Indo de encon­tro à von­tade da popu­la­ção, a Câmara Muni­ci­pal plan­tou no mesmo local um sobreiro jovem. Hou­vesse mais ini­ci­a­ti­vas des­tas e esta­ria o nosso patri­mó­nio um pouco melhor. Espe­re­mos que, ape­sar do espaço um pouco exí­guo onde se encon­tra, daqui a cem anos possa ainda esten­der livre­mente a sua copa os habi­tan­tes e não tenha sucum­bido ao efeito dos tem­po­rais, poten­ci­ado pelos maus tra­tos de que tan­tas vezes as árvo­res orna­men­tais são víti­mas indefesas.

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