No crescimento de uma árvore, há duas fases que me emocionam especialmente. Uma é quando, passados muitos anos e perigos e contra todas as probabilidades, esta atinge um porte majestoso e impressionante. A outra é quando, no caso dos carvalhos, uma bolota começa, timidamente, a abrir, para dar passagem ao apressado embrião em desenvolvimento.
Ao primeiro ano já mostra, vaidosa como qualquer criança, as primeiras folhas, sob a protecção da copa da árvore mãe.
Uma semente que germina é uma promessa de beleza, de sombra, de refúgio, de anciã monumentalidade.
Não será por culpa sua que a promessa fique por cumprir.




Que belo ninho de carvalhos. Como é que um acontecimento tão vulgar como o nascimento de mais uma geração de árvores pode, ao mesmo tempo, ser tão emocionante e tão misterioso?
Acho que o truque é a expectativa que induzem. É o que me transmitem as dezenas de sementes que tenho aqui na varanda, em diferentes estados de germinação.
Que belas imagens Miguel!
As bolotas que me deste e estão na sala de aula deram esta semana os primeiros sinais de rompimento da casca, por certo, a radícula estará a alimentar-se da terra, menos húmida da que tu mostras nas imagens, mas teremos desenvolvimento para breve!
Semeei na passada semana 10 sobreiros e um cerquinho. TInha recolhido as bolotas e iniciado a sua germinação. Uma tinha germinado num vaso alto e antes de lançar qualquer folha a raiz aprumada já tinha 20 cms! Espero que sobreviva ao cuidado transplante.
É uma beleza observar estes momentos. A esperança na vida e no futuro a rebentar com a sua cápsula!