O que tentam dizer as árvores
no seu silêncio lento e nos seus vagos rumores,
o sentido que têm no lugar onde estão,
a reverência, a ressonância, a transparência
e os acentos claros e sombrios de uma frase aérea.
António Ramos Rosa. Do poema “Árvores”.
O Metrosideros excelsa que caiu há dias no Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, era uma daquelas árvores que tinha sempre algo de novo a dizer.
(Fotografias de Setembro de 2009 e de Maio de 2006.)




Há árvores assim…Não serão as mais altas, as mais grossas ou as mais velhas. Mas, tal como certas pessoas, têm a capacidade de, no seu silêncio lento, nos provocar a atenção. Tal como certas pessoas, não nos deixam indiferentes…Gosto de pensar que têm personalidade e que a exprimem através desses mesmos silêncios.
Para o ser humano, reparar e ser sensível a esta beleza, ou comover-se com a sua morte, deveria ser tão natural como respirar. Mas não é…É por isso que a grandiosidade está não apenas nas árvores, mas também em quem se enamora delas.
Revê-la assim, no seu esplendor, dá-me um aperto no coração…
Gosto muito daquela árvore. Coisas…