Pelas Árvores de Portugal

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É com um prazer enorme que damos uma notícia que há muito tempo ansiávamos poder dar: estamos, finalmente, em condições de aceitar sócios!

Uma associação, obviamente, não faz sentido sem associados. No entanto, dada a dificuldade em montar a estrutura da Árvores de Portugal, tivemos que fazer algumas opções. Para nós, desde o início, foi claro que apenas aceitaríamos sócios depois da casa arrumada. E foi isso que andámos a fazer nestes meses, desde Abril do ano passado, enredados no edifício burocrático inerente à montagem de uma estrutura deste tipo.

Não foi um processo fácil, dado o escasso número de pessoas envolvidas na fundação da Árvores de Portugal, situação agravada pela distância geográfica entre nós, pois as novas tecnologias nem sempre substituem a necessidade de, presencialmente, se resolverem algumas questões.

Mas o caminho percorrido até aqui está longe de ter sido inútil ou em vão e, mais importante, não se resumiu à resolução de questões legais. Ajudámos a organizar um seminário de elevada qualidade sobre árvores monumentais, no passado mês de Junho, no Sabugal, e pusemos online a nossa página oficial, a qual inclui um blogue que, desculpem-nos a imodéstia, tem, no seu curto período de vida, contribuído para a defesa da árvore e para a divulgação de alguns dos melhores exemplares arbóreos espalhados pelo país.

Este espaço de tempo serviu igualmente para passar das ideias genéricas sobre os objectivos da associação, para a planificação de actividades concretas, a curto e médio prazo. Assim, as nossas primeiras actividades passarão pela colaboração com outras associações, que partilham objectivos similares connosco, de acordo com aquilo que para nós são duas linhas de acção primordiais: divulgar o nosso património arbóreo e denunciar situações de más práticas no domínio da manutenção de árvores ornamentais (ver fotografia mais à direita).

Brevemente, daremos mais pormenores sobre as iniciativas a realizar. Por outro lado, apelamos à compreensão para o facto de ainda não estar operacional, devido à complexidade inerente, a base de dados das árvores notáveis de Portugal.

Mas ultrapassemos os preâmbulos e passemos ao que efectivamente interessa às pessoas. Como proceder para se inscrever como sócio? É muito simples, basta aceder ao formulário criado para o efeito.

Como irão reparar, no momento da inscrição haverá lugar ao pagamento de uma quota única. No nosso entendimento, não faz sentido pagar quotas periodicamente, entre outros motivos, porque a generalidade das pessoas acaba por, mais cedo ou mais tarde, abandonar o respectivo pagamento. Este é o caso de muitas associações.

No caso da nossa associação, em vez de estarmos periodicamente a solicitar às pessoas o pagamento da quantia X, sem qualquer contrapartida, preferimos uma política de responsabilização da própria direcção da associação. Por cada projecto proposto, haverá um orçamento e um calendário para a respectiva execução. Deste modo, cada sócio será livre de contribuir, de livre vontade, com a quantia que desejar para a implementação desse mesmo projecto, ficando a direcção obrigada, caso a caso, a executar o projecto de acordo com a sua planificação ou, em alternativa, a explicar as razões que tornaram o mesmo inexequível.

Por ventura, algumas pessoas gostariam de receber um brinde no momento de inscrição como sócio. Seria um gesto bonito da nossa parte, admitimos. Mas, como associação em fase de nascimento e com escassos recursos financeiros, preferimos investir o pouco dinheiro na defesa das árvores do nosso país.

Por outro lado, procuraremos que em todas as iniciativas executadas sob a nossa responsabilidade, os sócios da Árvores de Portugal tenham condições privilegiadas de participação, nomeadamente através de descontos, por exemplo, se tal for o caso.

Esperamos pelo seu contributo, pelo seu empenho, entusiasmo e ideias, na defesa do património arbóreo do nosso país. Será justo dizer que a Árvores de Portugal será aquilo que os sócios quiserem ou souberem construir.

Juntem-se a nós na luta pela dignificação do papel da árvore nas nossas vidas. É tempo de passar das palavras aos actos. A viagem começa agora…

[Fotografias, da esquerda para a direita: azinheira (Quer­cus rotun­di­fo­lia Lam.) no concelho de Mértola; paineira (Chorisia speciosa St.-Hill.) em Odemira e plátanos (Pla­ta­nus ori­en­ta­lis L. var. ace­ri­fo­lia Aiton) rolados na Covilhã.]

  1. Publicado 20 de Fevereiro de 2010 às 13:23 | Link

    Poucos mas bons. Um pequeno grupo de pessoas faz a diferença.

    Em frente! Quanto é a quota?! :-)

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