No Jardim da Fundação Gulbenkian, em Lisboa, junto ao pequeno lago do lado Norte do jardim, florescem por estes dias duas magnólias de folha caduca, duas Magnolia x soulangeana Hort. O ano passado perdi esta floração, em uma semana tinha vindo e ido, em parte devido a ventos fortes que arrancaram rapidamente as frágeis pétalas.
Desta vez fui a tempo de ver as lindas mas efémeras flores. Mas, acima de tudo, fui a tempo de ainda as cheirar; o odor que emana das flores ainda parcialmente fechadas é dos mais belos aromas que conheço e consigo ficar, minutos perdidos, de flor em flor, tal abelhão bêbado, a deliciar-me.
Por isso, apesar de não ser propriamente uma árvore, mais um grande arbusto, partilho convosco estas fotos e informação. Até ao próximo Domingo, no Jardim Gulbenkian, uma exposição para os sentidos que vai esgotar num instante. Não percam.




Tal abelhão bêbedo? Hehe.
Todos os anos há uma competição silenciosa, em muitas cidades portuguesas, entre algumas das nossas árvores ornamentais. Uma corrida com o objectivo de serem as primeiras a florir.
A Magnolia x soulangeana está entre as habituais vencedoras, mas tem rivais à altura, como as ameixoeiras-de-jardim.
Hoje, no meio de um nevoeiro frio e cerrado, vi que tinha começado a florir a primeira magnólia do Terreiro das Magnólias, no Parque da Pena, logo abaixo do palácio. É uma Magnolia denudata indiferente ao Inverno que está a ser seguida de perto por uma soulangeana. Eis um lugar que nas próximas semanas não deverá ser perdido pelos apreciadores de magnólias.