O nosso amigo António Monteiro esteve envolvido, juntamente com colegas seus do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), numa descoberta única.
Perdida em terras de Freixo de Espada à Cinta, num velho olival abandonado, encontraram esta vetusta e impressionante oliveira (Olea europaea L.).
Um espécime dos que nos fazem esgotar os adjectivos! É uma oliveira particularmente notável porque, a Norte do Tejo, escasseiam as referências a exemplares monumentais, apesar da antiguidade de alguns olivais, nomeadamente em partes da Beira Interior e de Trás-os-Montes.
A norte do distrito de Santarém, por exemplo, e tanto quanto consegui apurar, existe apenas uma oliveira classificada como árvore de interesse público, no concelho de Proença-a-Nova (visualizar ficha deste exemplar). Na obra Árvores Monumentais de Portugal, de Ernesto Goes, onde também se refere este exemplar de Proença-a-Nova, não abundam referências a oliveiras notáveis no Norte do país. A excepção, embora sem referir as dimensões de nenhum exemplar em concreto, encontra-se nesta passagem:
Também é de mencionar as oliveiras dos bons terrenos de Basto e Mirandela, da casta verdeal, que chegam a atingir desmesurado porte…
Se a nível nacional, há oliveiras que a superam, à escala regional ela será certamente uma soberana. Porém, tendo por base a comparação com alguns dos melhores exemplares desta espécie, catalogados no trabalho Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo (um trabalho meu e do Miguel Rodrigues), onde se podem observar as maiores e mais antigas oliveiras de Portugal, atrevo-me a afirmar que esta árvore é um exemplar notável, mesmo a uma escala nacional.
Fica lançado o repto com o objectivo de encontrar uma oliveira que a destrone. Até lá, ela é a nossa rainha do Norte!
(O repto, obviamente, é daqueles que não me importarei de ver respondido de forma positiva. Tal só significaria que existem mais oliveiras monumentais por descobrir.)




Linda e digna. :)
No dia Mundial do Meio Ambiente… que maravilha! O mais interessante é que nas fotos, os que representam o maior protagonista do meio ambiente, passam a sensação de êxtase, de admiração.
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