Ainda os Pinheiros do IC1 – Pedido de Informação à Estradas da Planície

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Depois da resposta da Delegação Regional de Setúbal da Estradas de Portugal a um pedido de esclarecimento emitido por nós a 27 de Janeiro, pedimos agora a mesma informação à Estradas da Planície, subconcessionária para este troço do IC1 Grândola – Alcácer do Sal, que transcrevo aqui.

Exma Srª
Engª Sandra Morais

A Associação Árvores de Portugal está seriamente preocupada com os majestosos pinheiros-mansos que ladeiam o Itinerário Complementar 1 (IC1) no seu troço Grândola – Alcácer do Sal. Trata-se de espécimes de grande porte que constituem um valioso património e uma evidente mais-valia desta via.

Depois de termos questionado a Estradas de Portugal acerca de pormenores do projecto a ser aqui implementado e do futuro destas árvores, foi-nos informado que estava em preparação um concurso público para intervenção nestes exemplares e que a Estradas da Planície é a subconcessionária desta via, sendo que nos deveríamos dirigir aos vossos serviços.

Assim, trazemos até si o mesmo pedido de divulgação pública do plano elaborado para esta intervenção nas árvores do troço acima citado e dos estudos técnicos realizados que a fundamentam, no sentido de esclarecer a população e se evitarem mal entendidos e posteriores polémicas desnecessárias.

Tal como na situação anterior, comprometemo-nos a publicar a resposta que entendam por bem enviar-nos e colocamos, desde já, ao dispor os nossos canais, no sentido de ajudar a difundir essa informação, da mesma forma que fizemos uso dos mesmos para publicar este pedido de informação.

Agradecemos desde já a atenção prestada a este assunto e ficamos a aguardar a sua resposta.

Atenciosamente,
A Associação Árvores de Portugal

  1. Margarida Cunha
    Publicado 23 de Maio de 2010 às 23:29 | Link

    Sou uma utilizadora frequente dessa estrada e estou plenamenete de acordo com o propósito de defesa das árvores referidas.

    • Publicado 23 de Maio de 2010 às 23:43 | Link

      Cara Margarida

      Se aprecia árvores como estas da IC1, aconselho uma passagem também na EN261-1 (Grândola-Comporta), onde encontra, aproximadamente entre os km 7 e 12 um alinhamento de pinheiros-mansos de grande porte, com alguns exemplares monumentais. Esta via inclui ainda, ao km 12, um sobreiro classificado como Árvore de Interesse Público. Recentemente, fizemos o pedido de classificação daquelas árvores e de um outro pinheiro-manso, situado numa propriedade privada ao km 9.

  2. António Muñoz
    Publicado 24 de Maio de 2010 às 4:16 | Link

    Venho apenas relembrar que esta arborização ao longo das estradas portuguesas não foi “espontânea”,muito pelo contrário, obedeceu a um PLANO .
    Esse PLANO,hoje esquecido,deveu-se ao Prof. Francisco Caldeira Cabral,nos anos 40, o qual deveria ser relembrado e RESTAURADO.

    • Publicado 24 de Maio de 2010 às 16:04 | Link

      Realmente, a maioria das árvores que ainda vemos alinhadas junto às nossas estradas, são o fruto de trabalho antigo, agora destruído por alguns e desprezado por quase todos. Desse plano que refere, infelizmente não tenho grandes esperanças que venha a ser implementado ou reutilizado em breve.

      Esta crítica não vai apenas dirigida às entidades que gerem as árvores (e são muitas), vai especialmente para os utentes destas vias que são, com demasiada frequência, os primeiros a pedir e a pressionar para que se rolem ou abatam as árvores. São as raízes que levantam o asfalto, os ramos que apavoram os condutores em dias de vento, as folhas que têm o péssimo hábito de cair no Outono… A incontornável dendrofobia, característica dos portugueses. Hoje, depois de décadas de evolução do conhecimento e da técnica nesta área, apenas se conhece uma solução para resolver estes problemas: o abate. Andamos para trás, parece-me, até porque o mesmo não acontece noutros países, pelo menos com este grau de medo infundado.

      Poucos são já os troços de estradas, onde é possível viajar sob o luxo da sombra das copas, lembrança que tenho desde criança e que está a desaparecer rapidamente. A não ser que a mentalidade geral mude, e mude depressa.

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