Apesar de toda a pressão turística, e respectivos efeitos, o Covão d’Ametade e o seu pequeno bosque de bétulas (Betula sp.), que ladeia o Zêzere acabado de nascer, mantém um encanto a que é (quase) impossível resistir. Tomados por esse feitiço, somos convidados a um silêncio de respeito e recolhimento, como se de uma catedral se tratasse.
Mesmo que interrompido pelo barulho estridente de um qualquer grupo de pessoas em piquenique, indiferentes a tal feitiço, o silêncio está lá para quem o sabe (e quer) escutar, escondendo-se por entre o tronco alvo das bétulas.




É um dos meus locais preferidos da Serra, especialmente quando está sossegado! Passando do verde para o branco (do papel), o escritor João Aguiar tem um romance intitulado “A catedral Verde”, onde o personagem principal também descreve (e tenta preservar) o seu local mágico de reflexão, um pequeno bosque silencioso e majestoso.