A Norte, Um Natal Com Mais Árvores Classificadas

Mais duas árvores classificadas como de Interesse Público, propostas pela Árvores de Portugal: a araucária de Viana do Castelo e o azevinho de Cristóval, Melgaço.

Curiosamente, são duas árvores intimamente ligadas à época natalícia.

O azevinho da Casa Azul (Ilex aqui­fo­lium L.) é uma planta feminina, que no Inverno se cobre de das características bagas vermelhas, um dos símbolos desta quadra. Segundos os proprietários, o quadro é perfeito nas alturas em que o jardim se cobre de neve.

Com cerca de 40m de altura, a araucária de Viana [Araucaria heterophylla (Salisb.) Franco] é conhecida por ser a Árvore de Natal mais alta da Europa (não se incluindo aqui estruturas metálicas com uma vaga forma de árvore). Todos os anos, pelo mês de Novembro, esta árvore é coberta por uma profusa iluminação natalícia, tornando-se um símbolo da cidade e uma referência na sua paisagem urbana, orgulho dos vianenses.

Aguardamos a classificação de outras árvores para as quais fizemos o respectivo pedido. Estamos ainda a preparar uma lista alargada de outros exemplares que consideramos terem condições para serem também classificadas. Se conhece uma árvore que acha que merece ser protegida e conhecida de todos, por favor envie-nos uma fotografia (por exemplo, através do nosso Facebook ou Flickr) e a sua localização. Participe e ajude-nos a proteger as maiores árvores portuguesas!

14 Responses to “A Norte, Um Natal Com Mais Árvores Classificadas”

  1. José Rui Fernandes

    Parabéns às árvores e à Associação. A minha pergunta é a seguinte: com o novo estatuto, a Araucária pode continuar a ser intervencionada por altura do Natal? Isto não cria precedente e um problema, do género hoje são luzinhas amanhã um bar suspenso e sinalética ou lá que era que já não me lembro?

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    • Miguel Rodrigues

      Obrigado, Rui. Quanto à tua questão, não vejo grande inconveniente nisso por várias razões. A primeira é que as pessoas da cidade adoram a árvore e creio que ninguém se arrisca a provocar-lhe qualquer dado. Para além disso, a árvore foi classificada quando este hábito é já antigo. Por fim, esta classificação deve-se, em grande parte, a este mesmo hábito de decorar a árvore e à importância cultural que isso lhe trouxe.

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      • Florestal

        São duas belas árvores e uma tradição interessante (e esteticamente bem conseguida). Parabéns pela proposta de classificação bem sucedida!

        Em relação à decoração natalícia, assim de cabeça, ocorre-me que a decoração através da utilização de iluminação artificial pode provocar vários problemas às árvores, pelas seguintes razões:
        1) a iluminação artificial pode influenciar o fotoperíodo da árvore (depende da espécie e do tipo de iluminação);
        2) o calor das luzes (que não será pouco) não beneficia em nada a árvore;
        3) o modo como as luzes são instaladas e fixadas pode provocar danos na árvore.

        Obviamente que não devemos ser mais “papistas que o papa”, mas convém ter a noção que mesmo as acções mais inocentes podem ter reflexos negativos na saúde e longevidade das árvores. Neste caso, o eventual dano que estas acções possam provocar pode ser contrabalançado pela popularidade e protecção que a árvore ganha por fazer parte duma tradição cultural popular.

        Saudações florestais

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        • Miguel Rodrigues

          Sim, é verdade que estas práticas não beneficiam a árvore. No entanto, esta situação não se verifica mais de dois meses por ano, pelo que os danos são menores. E, como refere, o ganho possivelmente compensa os riscos.

          No entanto, agora que a árvore está classificada, creio que a CM Viana deverá ter cuidados acrescidos na instalação e escolha da iluminação. Creio que é algo que lhes poderemos sugerir. Obrigado pela ajuda!

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  2. Maria Sousa

    Viva! Excelentes notícias para todos – árvores e pessoas! E parabéns à associação Árvores de Portugal que tem impulsionado este processo de classificação. Venham muitos mais!

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  3. Rosa

    Parabéns!
    Eu sou TOTALMENTE contra decorações de Natal em árvores classificadas (ou outras) e, Miguel vais-me desculpar, mas tenho visto muitas árvores simultâneamente adoradas e maltratadas.

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    • Miguel Rodrigues

      Eu sei que essas situações também acontecem. Mas seria altamente contraproducente dizer às pessoas que, uma vez classificada a árvore, teriam que deixar de a decorar. Teríamos um concelho inteiro revoltado. Seria estragar muito trabalho de sensibilização no sentido de desmistificar as conotações pejorativas da classificação e dos estatutos de protecção em geral.

      A CM Viana já tinha feito este pedido há alguns anos, sem nenhum resultado. Com a nacional histeria anti-protecção, ver uma Câmara com interesse em classificar uma árvore já é alguma coisa, ainda que seja só por a considerarem “a árvore de Natal mais alta”.

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  4. Nelson Lima

    Por vezes quando se é demasiado “purista” as pessoas acabam por se descredibilizar, como já foi dito não se pode ser mais papista que o Papa….
    Vamos devagar para não estragar as coisas….
    É a minha opinião……

    Abraço.

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  5. Vera

    Ainda bem!
    Já agora, daquele castanheiro secular muito maltratado numa área industrial da Guarda, há alguma novidade?

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    • Pedro Nuno Teixeira Santos

      Olá Vera,

      Um pedido de desculpas pela demora na resposta.

      Como escreveu o Nelson, o estado da árvore é muito, muito preocupante. Estive no local, no final do Verão, com dois amigos da ATN, para ver o castanheiro e tentar falar com o proprietário do local (o que conseguimos, mas apenas por telefone).

      Todos os rebentos da árvore, verdes nas imagens que publicámos em Junho, estavam secos. Vamos ver se recupera na Primavera, mas (infelizmente) tenho sérias dúvidas…

      Do dono do espaço, na dita conversa telefónica, ficámos a saber que no local havia vários castanheiros de igual ou superior envergadura, abatidos aquando da construção da zona industrial da Guarda. Este exemplar salvou-se na altura, segundo as suas palavras, “apenas porque era o único que não estorvava”!

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  6. Tanisha Mills

    Eu sei que essas situações também acontecem. Mas seria altamente contraproducente dizer às pessoas que, uma vez classificada a árvore, teriam que deixar de a decorar. Teríamos um concelho inteiro revoltado. Seria estragar muito trabalho de sensibilização no sentido de desmistificar as conotações pejorativas da classificação e dos estatutos de protecção em geral. A CM Viana já tinha feito este pedido há alguns anos, sem nenhum resultado. Com a nacional histeria anti-protecção, ver uma Câmara com interesse em classificar uma árvore já é alguma coisa, ainda que seja só por a considerarem “a árvore de Natal mais alta”.

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