Mais um episódio de ignorância, com algum ódio à mistura. Desta vez no Redondo, perante o olhar complacente de alguns moradores, condenados, agora, a conviver com estes seres deformados.
Uma manhã de trabalho, cerca de dez funcionários, dois tratores e uma empilhadora telescópica.
Mangas arregaçadas, ambiente divertido, bom trabalho, agora é que não cai mais nenhum ramo, não tarda estão viçosas, a rebentar cheias de força, com imensas folhinhas verdes. Porreiro, pá.
Este foi o relato que nos chegou, por parte do leitor Vasco Soeiro, de mais um arboricídio. Desta vez, na vila do Redondo.
Como se pode constatar pelas imagens, está aberta, no Alentejo e no resto do país, nova época de destruição do património arbóreo público das nossas vilas e cidades. Destruição paga com os nossos impostos e com a justificação, errada, de ser feita a bem das árvores e a bem da nossa segurança.
Sabendo dos constrangimentos financeiros que padecem os nossos municípios, receio bem que mesmo as autarquias que, no passado, souberam optar pela qualidade na hora de atribuir a manutenção das árvores nos seus concelhos, optem agora pelo preço mais barato praticado por tantas empresas que operam no setor, sem qualquer funcionário com preparação para executar este tipo de intervenção.
(Fotografias da autoria de Vasco Soeiro)




É uma limpeza!!
Até as folhas deixam de chatear!!!!
É aviltante, que mais não fosse.
É deprimente olhar para estas árvores mutiladas.
Penso contudo que não é o ódio às árvores o que faz mover esta gente. É pura falta de sensibilidade, misturada com muita ignorância…
Cumprimentos.