Vamos Salvar o Castanheiro de Guilhafonso

Perante as notícias na imprensa que referem a preocupante situação do castanheiro de Guilhafonso, no concelho da Guarda, as associações Árvores de Portugal e Transumância e Natureza, decidiram emitir o comunicado que a seguir se transcreve, a enviar, entre outras entidades, à Autoridade Florestal Nacional, Câmara Municipal da Guarda e Junta de Freguesia de Pera do Moço.

As associações Transumância e Natureza e Árvores de Portugal vêm, por meio deste comunicado, demonstrar a sua preocupação com os relatos que apontam o majestoso castanheiro de Guilhafonso, na freguesia de Pera do Moço, concelho da Guarda, como estando a sofrer de um acelerado processo de degradação.
Confiantes que as causas para esse fenómeno possam ser revertidas, com a intervenção pronta de técnicos especializadas em fitopatologias relacionadas com esta nobre espécie, as ditas associações apelam à urgente intervenção da Autoridade Florestal Nacional, uma vez que estamos perante um espécime classificado como sendo de interesse público, desde 27 de outubro de 1971.
De igual modo, uma vez que a árvore está localizada em espaço público, apelamos igualmente à intervenção da Junta de Freguesia de Pera do Moço e da Câmara Municipal da Guarda, no sentido de se envolverem diretamente na procura de uma solução para este caso, nomeadamente através da cobertura dos custos financeiros que a intervenção na árvore possa exigir.
Estamos confiantes que as ditas instituições públicas saberão estar à altura das suas responsabilidades e zelar pela proteção de um património natural contemporâneo da Era dos Descobrimentos.

Algodres, 28 de novembro de 2011

Associação Transumância e Natureza
Associação Árvores de Portugal

(Fotografias da autoria de Pedro Nuno Teixeira Santos – Agosto de 2007.)

2 Responses to “Vamos Salvar o Castanheiro de Guilhafonso”

  1. Helena Monteiro

    Sou natural e residente em Guilhafonso e foi com natural satisfação que li o vosso comunicado sobre o Castanheiro.
    A Autoridade Florestal Nacional tem conhecimento do assunto, pois foi por mim contactada em 2010 sobre a necessidade de tratamento da árvore e a urgência da limpeza da área envolvente por apresentar risco de incêndio para a própria árvore.
    A área envolvente foi limpa de mato, num raio de 50 metros, mas intervenção na própria árvore não foi feita até à data e o Castanheiro está cada vez mais seco.
    Espero que uma maior divulgação desta preocupação faça pensar e agir as entidades competentes que têm responsabilidades sobre esta árvore.

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    • Pedro Nuno Teixeira Santos

      Cara Helena,

      A Árvores de Portugal está apenas a cumprir com o seu papel de ajudar a criar alguma pressão, junto de quem pode decidir e atuar, no sentido de se procurar uma solução para este problema. E da forma mais rápida possível.

      Se houver mais habitantes de Guilhafonso, como a Helena, que escrevam à AFN e à Câmara da Guarda, estamos certos que tal também ajudará na procura dessa solução. Enviar textos para a imprensa regional e para blogues locais/regionais, também poderá ser benéfico.

      Tudo o que seja publicitar este caso, criará essa pressão necessária para contrariar a típica inércia da administração pública do nosso país.

      Bem-haja pelo seu contacto.

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