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	<title>Árvores de Portugal &#187; Pessoas</title>
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	<description>Site da Associação Árvores de Portugal</description>
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		<title>Manifestação pelas Árvores de Loulé Entrega Manifesto ao Presidente da República</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 01:51:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dendroclastia]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem à tarde, já perto das 20h00, um grupo de cidadãos amantes das árvores, entre eles eu e o Pedro Santos, esperou pela chegada do senhor Presidente da República, à Câmara Municipal de Loulé. Foi-lhe entregue, bem como ao senhor Presidente da Câmara, o comunicado que transcrevo abaixo. No acto, foi-lhe explicado pelo Pedro o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem à tarde, já perto das 20h00, um grupo de cidadãos amantes das árvores, entre eles eu e o Pedro Santos, esperou pela chegada do senhor Presidente da República, à Câmara Municipal de Loulé. Foi-lhe entregue, bem como ao senhor Presidente da Câmara, o comunicado que transcrevo abaixo. No acto, foi-lhe explicado pelo Pedro o sentido da acção, nomeadamente a preocupação dos participantes pela falta de informação técnica que pudesse justificar o que tem sido feito às árvores deste concelho nos últimos anos e, igualmente, preocupação pelo futuro que espera as demais árvores de Loulé.<span id="more-2383"></span></p>
<p>Esta acção foi dinamizada por um grupo de cidadãos da cidade, autores de diversos blogues locais, que nos convidaram para tomar parte activa na mesma. O denominador comum entre todos nós é o amor às árvores e a exigência de um maior respeito pelas pessoas que delas deveriam poder desfrutar em harmonia.</p>
<p>Foram ainda entregues folhetos de esclarecimento à população, com uma versão resumida do mesmo texto, para além de todos envergarmos uma t-shirt, especificamente idealizada para o efeito. Assim preparados, vários participantes dispuseram-se cada um sobre um dos tocos das <a href="http://www.arvoresdeportugal.net/2010/03/loule-abate-alameda-de-tilias-no-dia-da-arvore/">árvores cortadas nesta praça</a>, no passado fim-de-semana.</p>
<p>Resta-nos agradecer o convite que nos foi feito pelos organizadores esta acção cívica. Agradecemos ainda a amabilidade do senhor Presidente da República e as suas palavras, emocionadas e convictas, quando o informámos que as tílias em causa tinham sido abatidas no próprio Dia da Árvore: &#8220;Nesse dia eu plantei uma árvore!&#8221;</p>
<blockquote><p>&#8220;Exmo. Sr. Presidente da República<br />
Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Loulé<br />
Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Loulé<br />
Exmos. cidadãos da Cidade de Loulé</p>
<p>O movimento de cidadãos de Loulé pelas árvores do Concelho, do qual fazem parte autores de diversos blogues e a Associação Árvores de Portugal, apela à sensibilidade de Vossas Excelências para os problemas patentes neste manifesto conjunto.</p>
<p>As árvores fazem parte da vida das cidades. Estão vivas e criam vida à sua volta. Guardam histórias e criam memórias. </p>
<p>É também certo que há quem as despreze. Seja porque as folhas entopem as sarjetas, porque sujam os passeios, porque tapam as vistas, porque servem de abrigo aos pássaros que nos sujam o carro, porque isto e porque aquilo. O ódio à árvore chega ao ponto de criar mitos como o de serem as árvores as principais responsáveis pelas nossas alergias, logo elas que eliminam muitos dos poluentes em suspensão no ar e produzem o oxigénio que respiramos, enquanto fixam o poluente dióxido de carbono.</p>
<p>A uma câmara pede-se que tenha vistas largas e que perceba e respeite a importância das árvores em meio urbano. Os nossos antepassados plantaram as árvores à sombra das quais descansamos hoje. Foi esse o seu legado para o futuro. É esse património, parte da nossa identidade regional e nacional, que<br />
queremos ver defendido no presente.</p>
<p>Vendo esse património perigar a passo acelerado, apelamos a que a Câmara Municipal de Loulé (CML) torne públicos os relatórios técnicos que sustentam a decisão de proceder aos abates de árvores que têm ocorrido, de forma recorrente, nos últimos anos, no concelho. Dado todo o secretismo de que estes abates se têm revestido, é justo que os cidadãos de Loulé se questionem sobre o conteúdo destes relatórios que, supostamente, sustentam algumas intervenções recentes, como o corte de árvores na Avenida José da Costa Mealha, em algumas artérias de Quarteira ou a desastrosa rolagem da araucária situada nos claustros do Convento do Espírito Santo, espécime monumental que marcava e definia o perfil da cidade.</p>
<p>Se esses estudos existem, e são tecnicamente inatacáveis, não seria do próprio interesse da CML, torná-los públicos, contribuindo para a dissipação de qualquer dúvida sobre as intenções por detrás destas intervenções da autarquia? O que receia a Câmara de Loulé?</p>
<p>Mais bizarro é todo o processo que conduziu ao abate de 16 tílias com cerca de 60 anos, na Praça da República. Sendo certo que uma empresa de arboricultura atestou a necessidade de abater 12 desses exemplares, cabe aos cidadãos de Loulé perguntar ao seu Presidente:</p>
<p>a) Tendo os decisores políticos conhecimento deste parecer técnico, por que motivo não esclareceram as pessoas e as prepararam para este desfecho, a bem da sua segurança?<br />
b) Quais os motivos técnicos que levaram a não se optar por um abate faseado e que permitisse salvar 4 das tílias que, do referido relatório, se infere não representarem perigo para os transeuntes<br />
e seus bens?<br />
c) Pelo contrário, por que motivo se sonegou toda esta informação e se procedeu a uma intervenção apressada, abatendo todos os exemplares em 36 horas, com o supremo mau gosto de ter coincidido com as celebrações do Dia da Árvore? Acaso a autarquia tem os seus munícipes em tão baixa consideração que os julgava incapazes de não se indignarem com o desaparecimento destas árvores, sem qualquer explicação?</p>
<p>Muitas questões e poucas ou nenhumas explicações. Basta! As pessoas querem ser ouvidas e que as suas opiniões e sentimentos, face à cidade que amam, sejam consideradas por quem governa os destinos do concelho.</p>
<p>Se é tarde para corrigir os erros do passado, ainda vamos a tempo de evitar a sua repetição no futuro. Loulé e os louletanos exigem saber se amanhã, ao acordarem, as suas árvores ainda estarão de pé ou se cairão, ao som de uma motosserra, vítimas de um pecado que nunca chegarão a conhecer.</p>
<p>Por último, convém relembrar a Câmara Municipal de Loulé que todos os dias são o Dia da Árvore e que de nada serve, em termos de educação ambiental, plantar uma árvore a 21 de Março se, nos restantes dias, se destrói em minutos o que levou dezenas de anos a crescer.</p>
<p>Seria ainda interessante se esta edilidade se tornasse, com a ajuda e colaboração dos seus munícipes, num exemplo nacional daquilo que é obrigatório fazer ao nível das autarquias para promover e preservar os arvoredos das nossas cidades, condição imprescindível para a saúde e bem-estar das populações que nelas habitam e património que deverá ser legado aos que, no futuro, irão julgar os nossos actos segundo aquilo que tivermos a capacidade e inteligência de lhes deixar.</p>
<p>Com os respeitosos cumprimentos dos abaixo assinados.<br />
Loulé, 27 Março 2010</p>
<p>António Almeida, professor, Blogue &#8220;seBastião&#8221;<br />
Hélder Raimundo, professor, Blogue &#8220;Contra>senso&#8221;<br />
João Martins, professor, Blogue &#8220;Movimento Apartidário da Cidade de Loulé&#8221;<br />
Manuel Costa, Engenheiro Agrónomo<br />
Miguel Rodrigues, professor, Blogue &#8220;Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo&#8221; e<br />
Associação Árvores de Portugal<br />
Pedro Santos, professor, Blogue &#8220;A Sombra Verde&#8221; e Associação Árvores de Portugal.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Seminário Árvores Monumentais — Importância e Conservação: Saída de Campo</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 00:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nuno Teixeira Santos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O segundo e último dia deste seminário, 26 de Junho, foi ocupado com uma visita matinal a alguns dos castanheiros monumentais do concelho do Sabugal. Uma oportunidade para ouvir histórias em vários idiomas, tendo a árvore como denominador comum. Ted Green, Jill Butler e Susana Lerena mostraram-se mestres de cerimónia à altura do acontecimento. Curiosamente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O segundo e último dia deste seminário, 26 de Junho, foi ocupado com uma visita matinal a alguns dos castanheiros monumentais do concelho do Sabugal.<br />
Uma oportunidade para ouvir histórias em vários idiomas, tendo a árvore como denominador comum.</p>
<p>Ted Green, Jill Butler e Susana Lerena mostraram-se mestres de cerimónia à altura do acontecimento.<br />
Curiosamente, o ponto de partida para muitas destas histórias teve por base um rei ou rainha de Inglaterra ou de Espanha, o que culminou no relembrar de alguns episódios históricos, como o caso da derrota da Armada Invencível (o que muito divertiu os ingleses Ted e Jill por oposição ao desalento da espanhola Susana).<br />
<span id="more-415"></span><br />
Jill Butler, por outro lado, não perdeu a oportunidade de contar algumas histórias relacionadas com o rei William I que, no século XI, contribuiu para a arborização de vastas áreas de Inglaterra, as quais são hoje das florestas mais antigas do país.</p>
<p>Lamento apenas que o professor Jorge Paiva, outro bom contador de histórias, não pudesse estar presente neste segundo dia. Teria sido uma jornada ainda mais animada e por certo que o professor Paiva teria relembrado o nome de vários portugueses que contribuíram, ao longo da história, para a defesa das árvores e das florestas.</p>
<p>Esta visita incluiu, como não poderia deixar de ser, uma visita ao castanheiro (<i>Castanea sativa</i> Mill.) do Centro de Dia da aldeia da Malcata (fotografia mais à esquerda).<br />
Para os técnicos da Autoridade Florestal Nacional (AFN), responsáveis pela classificação das árvores, não restam dúvidas de que estamos perante um dos maiores exemplares do país, com um extraordinário vigor vegetativo.</p>
<p>Como nem todos os leitores deste blogue me conhecem da <i><a href="http://sombra-verde.blogspot.com/">Sombra Verde</a></i>, vou procurar resumir a história relativa ao pedido de classificação desta árvore.<br />
Tudo começou com um pedido que fiz por escrito à <abbr title="Autoridade Florestal Nacional">AFN</abbr>, em finais de 2007, onde solicitava a classificação deste exemplar como árvore de interesse público.<br />
Em finais de Julho de 2008 desloquei-me, com o Miguel Rodrigues, à delegação da Guarda da <abbr title="Autoridade Florestal Nacional">AFN</abbr>, onde nos foi dito, por parte dos técnicos locais, que a direcção do referido Centro de Dia já tinha sido contactada por carta, aguardando-se uma resposta à mesma.<br />
Por último, em Outubro de 2008 foi-me respondido, pela <abbr title="Autoridade Florestal Nacional">AFN</abbr>, que a classificação deste castanheiro continuava dependente da direcção do referido Centro de Dia.</p>
<p>Sabendo por pessoas da aldeia, como o autor do blogue <i><a href="http://www.aldeiademalcata.blogspot.com/">Malcata.net</a></i>, que a direcção do Centro de Dia vê com bons olhos a classificação deste exemplar, continuo a não perceber o que impede que tal se concretize. Recordo que foi através deste blogue que descobri este exemplar majestoso.</p>
<p>Sou sincero, pouco me importa se a responsabilidade por este castanheiro ainda não estar classificado está do lado da <abbr title="Autoridade Florestal Nacional">AFN</abbr> ou dos responsáveis do Centro de Dia.<br />
Como sugeri, aos responsáveis da <abbr title="Autoridade Florestal Nacional">AFN</abbr>, esta situação, de contornos quase &#8220;kafkianos&#8221;, poderia ser facilmente resolvida com um telefonema. Fico à espera&#8230;</p>
<p>Este dia ficou ainda marcado pela descoberta do castanheiro classificado da freguesia do Soito (fotografia mais à direita), exemplar multissecular ainda com assinalável vigor, e de outro exemplar fantástico (fotografia em posição central), a cerca de 50 metros do primeiro, de dimensões igualmente acima da média e com uma <a href="http://woodlandtrust.wordpress.com/2009/07/07/where-do-people-come-from/">cavidade no tronco capaz de albergar dez adultos</a>!</p>
<p>Ao longo desta saída de campo, e sempre que nos detínhamos perante um exemplar secular, era fácil verificar a biodiversidade associada a cada um destes exemplares.<br />
Por outro lado, foram visíveis alguns exemplares mortos e outros queimados. Como causas para o declínio dos castanheiros foram apontadas algumas doenças que afectam a espécie, caso da doença da tinta<sup>1</sup> e do cancro do castanheiro<sup>2</sup>, bem como os incêndios florestais.</p>
<p>Por último, e em jeito de conclusão, queria manifestar, em nome da Associação Árvores de Portugal, que todas as pessoas envolvidas na organização deste seminário se sentiram recompensadas pelo tempo investido na preparação do mesmo.</p>
<p>Para tal contribuiu não apenas a qualidade das palestras e a forma como decorreu a saída de campo do segundo dia do seminário mas, sobretudo, o agrado manifestado por todos os participantes, muitos dos quais nos demonstraram interesse em participar em futuras iniciativas da Árvores de Portugal.</p>
<p><sup>1</sup> Doença provocada pelo parasita <i>Phytophthora cinnamomi</i> Rands, que a maioria dos autores consultados considera ser um fungo.<br />
<sup>2</sup> Doença provocada pelo fungo <i>Cryphonectria parasitica</i> (Murr.) Barr </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Seminário Árvores Monumentais — Importância e Conservação: Resumo das Palestras</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 15:43:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nuno Teixeira Santos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O primeiro dos dois dias do seminário Árvores Monumentais &#8211; Importância e Conservação, no passado dia 25 de Junho, foi dedicado a um conjunto de intervenções que se centraram sobre as árvores e as florestas, em diferentes perspectivas. A primeira palestra ficou a cargo de Jorge Paiva, botânico, que numa intervenção onde aliou o rigor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro dos dois dias do seminário <i>Árvores Monumentais &#8211; Importância e Conservação</i>, no passado dia 25 de Junho, foi dedicado a um conjunto de intervenções que se centraram sobre as árvores e as florestas, em diferentes perspectivas.</p>
<p>A primeira palestra ficou a cargo de Jorge Paiva, botânico, que numa intervenção onde aliou o rigor científico à emotividade, conseguiu cativar a atenção dos presentes para a importância das plantas, e das árvores em particular, bem como da importância de preservar a biodiversidade que as florestas comportam.<br />
Particularmente esclarecedoras foram as imagens, da autoria do próprio, de destruição da floresta amazónica e dos perigos que a mesma comporta para o equilíbrio do planeta.<br />
<span id="more-408"></span><br />
De seguida, Laura Alves e Serafim Riem resumiram o trabalho de ambos no levantamento dos castanheiros monumentais do concelho do Sabugal.<br />
Um trabalho que tem permitido descobrir um imenso património natural e cultural, dada a importância ancestral desta espécie na paisagem e economia do interior das Beiras, como é o caso do concelho do Sabugal.<br />
Os autores deste projecto enumeraram alguns factores que colocam em perigo a sobrevivência deste património, bem como apontaram possíveis medidas para o valorizar e defender.</p>
<p>A palestra que se seguiu, de minha autoria e do Miguel Rodrigues, resumiu o trabalho de três anos e de milhares de quilómetros percorridos na procura de árvores monumentais, nos distritos de Faro e Beja.<br />
Foram explicados os objectivos que norteiam o nosso trabalho, incluindo uma reflexão sobre os métodos de selecção das árvores incluídas no blogue <i><a href="http://arvores-do-sul.blogspot.com/">Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo</a></i>.</p>
<p>Por outro lado, mais do que identificar e enumerar factores que afectam a preservação deste imenso património, quisemos salientar a importância de o proteger e, sobretudo, de o divulgar como forma de envolver as comunidades locais na sua preservação.</p>
<p>Seguidamente, o engenheiro Campos Andrada, da Autoridade Florestal Nacional (AFN), fez um resumo das medidas de protecção à floresta e às árvores, ao longo da história do nosso país.</p>
<p>Deste modo, foi interessante descobrir que em 1914 foi promulgada uma lei que criava a Associação Protectora da Árvore, com o objectivo de criar um catálogo com as árvores notáveis do país, as quais deveriam ficar, posteriormente, sob a guarda do Estado.<br />
Se, por um lado, é verdade que a Associação Protectora da Árvore acabou por não ter continuidade, por outro lado pode considerar-se que os objectivos que criaram esta associação acabaram por ser os mesmos que inspiraram, posteriormente, a elaboração do Decreto-Lei n.º 28 468, de 15 de Fevereiro de 1938, o qual, ainda hoje, regulamenta a classificação de árvores ou conjuntos de árvores.</p>
<p>Por último, o engenheiro Campos Andrada proferiu ainda algumas reflexões sobre a necessidade de proceder a algumas actualizações no referido Decreto-Lei n.º 28 468.</p>
<p>Antes da pausa para intervalo, a engenheira Susana Domínguez Lerena teve ocasião de descrever o extraordinário projecto <i><a href="http://www.leyendasvivas.com/">Árboles, Leyendas Vivas</a></i>, coordenado por si, e que tem promovido a recolha de dados sobre as árvores monumentais de Espanha.<br />
A palestra foi abundantemente ilustrada por imagens de exemplares notáveis distribuídos por toda a geografia espanhola.</p>
<p>Por outro lado, Susana Lerena apresentou alguns motivos que justificam a necessidade de existência de uma lei de defesa da árvore, comum a todo o território espanhol, que unifique a diversidade de legislação existente ao nível das diferentes autonomias.</p>
<p>Por último, Susana Lerena falou dos prémios <i>Árvore e Bosque do Ano</i> de Espanha, criados com o objectivo de valorizar o esforço de todos os que protegem e cuidam do futuro das árvores.</p>
<p>A palestra do Ted Green e da Jill Butler não foi centrada na monumentalidade da árvore em si ou na importância destas como elementos ornamentais, nomeadamente nas cidades, mas antes na relação ancestral entre as árvores e os seres humanos.<br />
Deste modo, a estes investigadores britânicos interessa, sobretudo, mais do que o valor de uma árvore por si só, o valor da paisagem e do sistema (agrícola, florestal, &#8230;) no qual essa árvore está inserida.</p>
<p>Para Ted Green e Jill Butler são particularmente importantes os montados de <i>Quercus</i> sp. da Península Ibérica, pela biodiversidade que suportam e, sobretudo, porque os mesmos se têm revelado sustentáveis ao longo do tempo.<br />
Para eles, a palavra-chave é mesmo <em>sustentabilidade</em> pois, no seu entender, este é o único motivo que poderá levar os políticos europeus a adoptar leis que financiem e suportem a preservação deste tipo de paisagens, baseadas na co-existência entre as árvores e as actividades humanas a elas associadas, como a agricultura ou a pastorícia.</p>
<p>A palestra destes investigadores britânicos ajudou a reflectir sobre a importância das &#8220;árvores de produção&#8221;, como os sobreiros dos nossos montados ou os castanheiros dos nossos soutos.</p>
<p>As palavras do Ted e da Jill ajudaram a compreender a enorme importância de muitas destas &#8220;árvores de produção&#8221;, sobretudo dos exemplares com centenas de anos, pela biodiversidade que encerram em si (líquenes, fungos, insectos e outros invertebrados, pequenos vertebrados, etc.) e importância cultural que possuem para as comunidades onde estão inseridas.</p>
<p>Este primeiro dia de palestras deveria ter concluído com uma intervenção do Paulo Araújo, nosso colega da Associação Árvores de Portugal e um dos autores do blogue <i>Dias com árvores</i> e que, recentemente, editou o livro <i>A Árvore de Natal do Senhor Ministro</i>.<br />
Infelizmente, tal acabou por não suceder fruto de um erro lamentável da organização.</p>
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		<title>Oradores Convidados do Seminário Árvores Monumentais: Importância e Conservação — António Campos Andrada</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 18:06:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nuno Teixeira Santos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[António Dargent de Campos Andrada ingressou na Direcção-Geral do Ordenamento e Gestão Florestal, actualmente Autoridade Florestal Nacional (AFN), em 1979. O engenheiro Campos Andrada realizou diversos trabalhos de reconhecimento dos montados de sobro e azinho e de limitação das zonas de montado, tendo em vista a realização de um estudo sobre as respectivas potencialidades. Trabalhou, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>António Dargent de Campos Andrada ingressou na Direcção-Geral do Ordenamento e Gestão Florestal, actualmente Autoridade Florestal Nacional (AFN), em 1979.</p>
<p>O engenheiro Campos Andrada realizou diversos trabalhos de reconhecimento dos montados de sobro e azinho e de limitação das zonas de montado, tendo em vista a realização de um estudo sobre as respectivas potencialidades.<br />
Trabalhou, igualmente, no projecto de recuperação e ordenamento do montado de sobro da Companhia das Lezírias.</p>
<p>Dedicou-se ao reconhecimento, prospecção e inventário de pragas florestais a sul do Tejo e trabalhou na delimitação em cartografia das variações das populações das pragas ao longo dos anos e à elaboração das respectivas cartas de distribuição.<br />
Colaborou em acções desenvolvidas, no âmbito da União Europeia, relacionadas com a protecção da floresta contra os incêndios e no inventário dos danos causados à floresta portuguesa. </p>
<p>Entre 1990 e 1995, desempenhou as funções de inspector fitossanitário, junto de portos e aeroportos, para verificação de madeiras e produtos vegetais que necessitam da emissão de certificados fitossanitários, aquando da sua entrada em território comunitário.<br />
Em 1995 aceitou o convite, pelo Instituto Superior de Agronomia, para leccionar o capítulo de pragas florestais, da disciplina de protecção florestal contra agentes bióticos e abióticos.</p>
<p>Colaborou no trabalho de conservação dos recursos genéticos do sobreiro, que a Estação Florestal Nacional levou a cabo com a <abbr title="Autoridade Florestal Nacional">AFN</abbr>, no âmbito da Resolução 2 da Conferência Ministerial de Estrasburgo para a Protecção das Florestas da Europa.</p>
<p>Actualmente, o engenheiro Campos Andrada é o responsável, dentro da estrutura da <abbr title="Autoridade Florestal Nacional">AFN</abbr>, pela classificação e desclassificação de Árvores de Interesse Público, no território continental, e pelo cumprimento das leis que regem estas árvores.</p>
<p>Colabora, igualmente, com o Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa no apoio à decisão de vários casos relacionados com queda de árvores na via pública.</p>
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		<title>Oradores Convidados do Seminário Árvores Monumentais: Importância e Conservação — Ted Green e Jill Butler</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 00:37:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nuno Teixeira Santos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ted Green é conhecido, em Inglaterra, como The Ancient Tree Man. É uma das personalidades mais influentes, no Reino Unido, no campo da conservação das árvores monumentais e históricas, tendo sido um dos membros fundadores do Ancient Tree Forum. No decurso dos últimos 20 anos, Ted Green tem ajudado a mudar a forma como as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ted Green é conhecido, em Inglaterra, como <i>The Ancient Tree Man</i>. É uma das personalidades mais influentes, no Reino Unido, no campo da conservação das árvores monumentais e históricas, tendo sido um dos membros fundadores do <a href="http://frontpage.woodland-trust.org.uk/ancient-tree-forum/">Ancient Tree Forum</a>.</p>
<p>No decurso dos últimos 20 anos, Ted Green tem ajudado a mudar a forma como as árvores velhas são vistas pela sociedade britânica, passando de ruínas inúteis e perigosas a tesouros históricos e biológicos.</p>
<p>Foi conselheiro da English Nature, agência governamental britânica de conservação da natureza, entre 1990 e 2006. Foi igualmente conselheiro da Casa Real na gestão de diversas propriedades da Coroa Britânica (nomeadamente do Windsor Great Park).</p>
<p>Trabalhou em Fitopatologia na Universidade de Londres sendo, actualmente, um frequente orador da especialidade e, não raras vezes, escreve em publicações da área.</p>
<p>Devido ao seu valoroso trabalho de defesa e divulgação das árvores históricas do Reino Unido foi agraciado com um título MBE (Member of the British Empire).</p>
<p>Se Ted Green é <i>The Ancient Tree Man</i>, Jill Butler só poderia ser, obviamente, <i>The Ancient Tree Lady</i>! Jill Butler tem uma experiência de três décadas na área da gestão rural e florestal, tendo iniciado a sua colaboração com o <a href="http://www.woodlandtrust.org.uk/">The Woodland Trust</a>, em 1995, com estas mesmas funções.<br />
No decurso do tempo foi aumentando o seu interesse pelas áreas florestais mais antigas do Reino Unido.</p>
<p>Deste modo, o seu herói só poderia ser o rei William I (conhecido como William the Conqueror), o qual, através de uma lei florestal datada do século XI, foi o responsável pela criação daquelas que são, na actualidade, as áreas florestais mais antigas de Inglaterra, como o Windsor Great Park ou a floresta de Sherwood.</p>
<p>Actualmente, Jill Butler coordena alguns projectos relativos à defesa das árvores mais antigas do país, através da parceria criada para o efeito entre o The Woodland Trust e o Ancient Tree Forum.</p>
<p>Em conjunto, Ted Green e Jill Butler editam o blogue <i><a href="http://www.ancient-tree.org.uk/">Jill and Ted&#8217;s tree-mendous adventure</a></i>.</p>
<p>(As fotografias são da autoria de José Rui Fernandes.)</p>
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		<title>Oradores Convidados do Seminário Árvores Monumentais — Importância e Conservação: Susana Lerena</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 17:19:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nuno Teixeira Santos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Susana Domínguez Lerena é engenheira florestal e fotógrafa da natureza, trabalhou durante mais de 10 anos em investigação no âmbito da regeneração vegetal, ao mesmo tempo que desempenhou uma intensa acção de divulgação no campo da investigação científica e da educação ambiental. Os seus artigos científicos, ou de âmbito mais generalista, têm sido publicados em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Susana Domínguez Lerena é engenheira florestal e fotógrafa da natureza, trabalhou durante mais de 10 anos em investigação no âmbito da regeneração vegetal, ao mesmo tempo que desempenhou uma intensa acção de divulgação no campo da investigação científica e da educação ambiental.</p>
<p>Os seus artigos científicos, ou de âmbito mais generalista, têm sido publicados em revistas de prestígio como a <i>Forest Ecology and Management</i>, <i>Plant and Soil</i>, <i>National Geographic</i> e ainda nos dois principais diários espanhóis: o <i>El País</i> e o <i>El Mundo</i>.</p>
<p>Colaborou em diversos espaços de divulgação em estações de rádio e canais de televisão do país vizinho. Por duas vezes, obteve o prémio jornalístico <i>Montero de Burgos</i> pelos seus artigos de divulgação florestal.</p>
<p>É autora das obras <i>Árboles de Nuestros Bosques</i> e <i>Los Secretos de los Árboles</i>, além de ser co-autora de diversas publicações e exposições fotográficas sobre árvores.</p>
<p>Na actualidade dirige o projecto de catalogação, conservação e divulgação das árvores monumentais de Espanha, <i><a href="http://www.leyendasvivas.com/">Árboles, Leyendas Vivas</a></i>, o qual já referenciou milhares de exemplares notáveis por toda a geografia espanhola.<br />
Alguns destes mais de três milhares de exemplares monumentais serviram de base à publicação dum livro com o mesmo nome do projecto (<i>Árboles, Leyendas Vivas</i>), o qual reuniu 100 das maiores e mais antigas árvores do país vizinho.</p>
<p>(As fotografias são da autoria de José Rui Fernandes.)</p>
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		<title>Oradores Convidados do Seminário Árvores Monumentais &#8211; Importância e Conservação &#8211; Jorge Paiva</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 11:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nuno Teixeira Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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		<description><![CDATA[Nos passados dias 25 e 26 de Junho decorreu, no Sabugal, o seminário Árvores Monumentais &#8211; Importância e Conservação, do qual a Associação Árvores de Portugal foi uma das entidades organizadoras. Este texto abre uma série de entradas neste blogue, destinadas a divulgar a biografia dos oradores convidados a participar no evento. Deste modo, vamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos passados dias 25 e 26 de Junho decorreu, no Sabugal, o seminário <i>Árvores Monumentais &#8211; Importância e Conservação</i>, do qual a Associação Árvores de Portugal foi uma das entidades organizadoras.</p>
<p>Este texto abre uma série de entradas neste blogue, destinadas a divulgar a biografia dos oradores convidados a participar no evento. Deste modo, vamos iniciar esta série de textos com a biografia do professor Jorge Paiva:</p>
<p>Licenciado em Ciências Biológicas e Doutorado em Biologia, aposentado, foi investigador principal no Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra.<br />
Como professor convidado leccionou, entre outras, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, nos Departamentos de Biologia das Universidade de Aveiro e da Madeira e no Departamento de Recursos Naturais e Medio Ambiente da Universidade de Vigo (Espanha).</p>
<p>A sua actividade em defesa do ambiente foi já distinguida com diversos prémios:</p>
<ul>
<li>Prémio Nacional da Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza), em 1993;</li>
<li>Menções honrosas nos Prémios Nacionais do Ambiente <i>Fernando Pereira</i>, conferidas pela Confederação Nacional das Associações de Defesa do Ambiente, em 2001 e 2002;</li>
<li>Prémio <i>Carreira</i> da Confederação Nacional das Associações de Defesa do Ambiente, em 2005.</li>
</ul>
<p>Publicou, até à actualidade, mais de cinco centenas de trabalhos sobre fitotaxonomia, palinologia e ambiente.<br />
O total de comunicações proferidas em diversas conferências, reuniões científicas, congressos, simpósios ou acções pedagógicas já supera o milhar.</p>
<p>(A foto­gra­fia é da auto­ria de José Rui Fernandes.)</p>
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