No Fim de Portugal

Quando aqui se chega tem-se aquela sensação que Portugal acaba aqui. Talvez porque a estrada não tem saída e quase tudo o que se avista sejam terras de Espanha.

Claro que este desabafo pouco sentido faz… Tendo o país limites bem definidos, não tem um princípio, nem um fim; ou tem um milhar de princípios e um milhar de pontos finais.

Mas naquela tarde de Agosto pareceu-me a mim, e a quem me acompanhava, que Portugal acabava ali…Ali, no lugar de Pousafoles, na freguesia de Fiães (Melgaço), junto à capela de Nossa Senhora do Alívio.

E foi à sombra dos carvalhos-alvarinhos (Quercus robur L.) que crescem no adro da capela, que procurámos alívio para a canícula.

Resguardado sob a folhagem, dei comigo a pensar que, tendo como exemplo este fim de Portugal, se poderia construir um outro país. Um país onde, como aqui, se respeitasse a vontade das árvores e onde se compreendesse que estas nada retiram, em monumentalidade, ao que o Homem constrói.

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O Sobreiro de Taião, Valença

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